Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social no Estado do Piauí - SINTSPREVS/PI
Bom dia! Teresina, 22 de agosto de 2019
12/07/2019 - 06:24

Centrais e Sindicatos vão pressionar senadores em defesa das aposentadorias
Após uma grande batalha que já dura cerca de três anos, desde o golpe de 2016, e o governo liberar, desde março deste ano, mais de QUATRO BILHÕES DE REAIS em emendas para comprar parlamentares, na calada da noite dessa quarta-feira, 10 de julho, 379 deputados e deputadas traidores/as do povo aprovaram, em primeiro turno, o texto base da proposta do governo Bolsonaro para a contrarreforma da Previdência (PEC n° 06/2019), que recebeu 131 votos contrários, insuficientes para derrubá-la. Este é o maior ataque à classe trabalhadora brasileira neste século. Ainda falta a votação dos destaques e do segundo turno na Câmara dos Deputados, além da votação no Plenário do Senado Federal, antes de seguir para a sanção do presidente. Apesar de termos perdido a primeira batalha, a guerra segue! As Centrais Sindicais e os movimentos sindicais e sociais continuam a luta, pois estão do lado correto da história, junto da classe trabalhadora. É importante manter a mobilização, preparando a luta contra os ataques que enfrentaremos no próximo período. Luta no senado “A luta agora é no Senado. Vamos pressionar os 81 senadores e senadoras a dizer não a esse texto da reforma da Previdência. Lutaremos até o fim para impedir essa crueldade com as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros”, convocou Vagner Freitas. Para Vagner Freitas, a CUT e todo o movimento sindical têm a obrigação histórica de denunciar à sociedade em que circunstâncias foi aprovada a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. Uma reforma, afirma, que acaba com a aposentadoria, destrói direitos dos trabalhadores e tem como único objetivo beneficiar o poder econômico em prejuízo da maioria dos brasileiros, principalmente os mais pobres. A aprovação da reforma está custando caro aos brasileiros. Bolsonaro jogou pesado e com muito dinheiro dos cofres públicos para garantir os votos favoráveis. Somente em julho e às vésperas da votação, o governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares distribuídas cirurgicamente para beneficiar os deputados aliados, segundo apuração da ONG Contas abertas e dados oficiais. O presidente também gastou R$ 40 milhões em propaganda enganosa e maciça veiculada nos horários nobres de rádio e televisão para convencer a população de que essa proposta é necessária para “promover justiça social, ampliar a capacidade de investimento e gerar empregos”. Mentira. Vagner Freitas lembra que o mesmo ocorreu com a aprovação da reforma trabalhista, em novembro de 2017, quando o governo seguiu igual roteiro de distribuir verbas e mentir que a mudança da CLT levaria ao crescimento econômico e à geração de empregos. “Falaram, à época, que seriam gerados 2 milhões de empregos. Passados quase dois anos, o que temos são 13 milhões de desempregados, mais de 26 milhões de desalentados e o aumento da informalidade, da precarização do emprego, a redução da renda e o País em crise, estagnado. O mesmo acontecerá com essa reforma da previdência”, afirma Vagner Freitas Por isso, o presidente da CUT convoca: “Vamos marcar o nome de cada um desses deputados e deputadas que votaram a favor dessa reforma, vamos denunciá-los nas redes sociais, nas bases eleitorais deles como traidores da classe trabalhadora. É nosso dever”.



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